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terça-feira, 13 de setembro de 2016

Afinal que diabos é essa tal de ''SEVANDIJA''?




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Acreditando que  muitas pessoas tem se perguntado: Afinal que diabos quer dizer  essa tal de  ''SEVANDIJA''?

Alguns devem ter pensado tratar-se de uma palavra, ou expressão de idioma  estrangeiro, talvez espanhol, castelhano!

Então, la vai:

1-_SEVANDIJA- 
Primeiro importa buscar a origem da palavra, isto é, onde  ela nasceu, ou no mínimo onde é usada. No caso presente  ela  vem do Espanhol com a grafia SEBANDIJA, E  não se tem conhecimento anterios e esse.

2- Como podemos notar, em português trocamos o "B" pelo "V", portanto aportuguesamos a palavra.

3_ De qualquer forma o significado é o mesmo, tanto lá quanto cá é o mesmo:

4_“verme, lagartixa, pessoa desprezível”, de origem anterior desconhecida.
Significado de Sevandija
s.m. e s.f.
Pessoa que explora financeiramente outra; quem vive à custa alheia.
Pessoa vil; quem é baixo, ignóbil ou desprezível.
[Figurado] Quem não mostra ressentimento diante de humilhações.
s.f.
Designação comum a todos os insetos, vermes e parasitos.

5_ Sérgio Martins Pandolfo (PA) em 09-04-2012 , assim definiu SEVANDIJA: 
"Subs.fem.
1-nome comum a todos os parasitos e vermes; vermes imundos do conteúdo fecal;repugnante; abjeto
subs.
2gên.: Pessoa que vive à custa alheia; parasito;desprezível

Os medíocres são uma classe abjeta e perigosa.

Para eliminar tais sevandijas (vermes imundos), gusanos traiçoeiros, a sabedoria popular já elegeu, como método mais eficaz, um bom purgativo com mamona, jalapa e quenopódio, os expelirá junto com a matéria fecal em que pululam e se alapardam."

6_Operação Sevandija da Policia Federal em Ribeirão preto e talvez na região. Conferir os noticiários, sem se esquecer de arrolar a mídia tendenciosa  como uma espécia de sevandijas!
Se você esta desatualizada, aqui vai uma dica:



"A Operação Sevandija, que apura crimes de fraudes, corrupção e desvio de dinheiro em órgãos públicos de Ribeirão Preto (SP), prendeu na manhã desta segunda-feira (12) o ex-secretário da Casa Civil e de Esportes da cidade, Layr Luchesi Junior.  "





domingo, 11 de setembro de 2016

Ação de moradores e da ONG AMAEDO ECOLOGIA propõe fim de área viciada no Balbo plantando mudas de árvores

 A Av. Jorn. Antônio Carlos P. Santa Ana, esquina com a rua  Umberto Cuco, no jardim Alexandre Balbo, é desde o nascimento do bairro uma área escolhida pelos moradores para descartar lixo.










 Não importa quantas vezes as equipes de limpeza da administração  proceda a limpeza desta área, que tão logo alguém corte uma árvore ou tenha um móvel velho para descartar, ou faça uma  pequena reforma, limpeza do quintal, que é ali o lugar onde deixam o que não querem mais. 

Então, sempre temos  moradores que não aguentam mais  terem a porta de suas casa um depósito de lixo, com todos os inconvenientes consequentes, e estes moradores incansáveis sempre  plantam alguma arvore no local.


  
  

  

Desta vez, nós da  AMAECO,  fomos convidados a proceder esta AÇÃO DE PLANTIO DE MUDAS DE ÁRVORES  no local. Além do sr. Marcos Tinoco representante legal da AMAECO, eu e os moradores presentes nestas fotos, estiveram ativos, na ação. Estaremos  observando e apoiando os cuidados com estas mudas, torcendo pela valorização desta área verde no bairro.



Esta ganhou a liberdade ao sair do vaso onde viveu nos últimos  10 anos!
  

  


O pequeno David estava empolgado com a atividade e plantou sua primeira árvores
  



  

Parabenizamos os moradores pela importante decisão!






Áreas como esta são chamadas de  ÁREAS VICIADAS; e são um problema  seríssimo para o meio ambiente. Se não tomarmos cuidado, não mudarmos nosso  velhos vícios, ainda  vam os ser sufocado s pelo nosso próprio lixo!



Saúde, Desafios para o próximo Prefeito

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Assunto: Saúde, Desafios para o próximo Prefeito
Data: 28-08-2016 11:34
De: stenio jose correia miranda Secretári Municipa da Saúde Ribeirão Preto
Para: Leitor

Senhor Editor,

Apresento meus cumprimentos ao jornalista Cristiano Pavini pela matéria publicada na edição de hoje, e à editoria, pela correta decisão de dar ampla visibilidade à principal, ao lado da educação, política pública do Estado brasileiro.

Não obstante, e em respeito ao leitor, que merece informações e comentários qualificados, e não meias verdades ou inteiras distorções, prática em que, infelizmente, o jornal é reincidente, a confirmar que um dos principais desafios a ser enfrentado pelos responsáveis pela saúde pública é justamente o do conteúdo ideológico, que manipula a opinião pública para construir um imaginário absolutamente distanciado da realidade concreta, faço alguns reparos de conteúdo factual, e não opinativo.

Expliquei ao repórter que o índice de "internações sensíveis às ações da Atenção Básica" é um indicador complexo, que, sim, refere-se à eficiência das ações de prevenção de doenças e promoção de saúde que constituem os principais objetivos da Atenção Básica, mas que deve ser analisado com os devidos cuidados, sem açodamentos simplistas, pois reflete relação indireta, mediada por diversos fatores e condicionantes. Em primeiro lugar é um índice obtido com base em um extenso rol de vinte doenças e de seus subtipos. Em segundo lugar, há que se considerar que o Brasil, e Ribeirão Preto não é diferente, passa por um acelerado processo de transição demográfica, com modificações ocorridas de forma muito mais acelerada da que foi registrada na Europa e na América do Norte em décadas passadas. Essa transição demográfica, que é também epidemiológica, tem impactos significativos nos indicadores de saúde. Alertei o jornalista que o índice de internações por causas sensíveis deve ser analisado em uma série histórica, pois variações em torno de dez por cento de uma média de poucos anos são perfeitamente admissíveis e não significam melhora ou piora que mereça ser valorizada. Exemplifiquei: em 2009, quando teve início a atual administração, o índice era de 27,77; houve redução gradual nos anos subsequentes, até que novo patamar, em torno de 20%, estabeleceu-se a partir de 2011 (terceiro ano da atual administração), e mantem-se neste patamar até agora (22,5 em 2012, 18,8 em 2013, 20,7 em 2014, 22 em 2015).

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O significativo ao analisar esse índice é que a atual administração foi responsável por reduzir o patamar de quase 30 para 20, com variações de dez por cento para mais ou para menos em torno deste patamar. Ao contrário do que afirma o repórter (que diz ter o índice piorado), houve significativa melhora, com queda de vinte e cinco por cento em relação ao patamar por nós recebido da administração que nos antecedeu. O leitor que ficou com apenas parte da informação foi burlado pela manipulação consciente dos dados (pois mencionei ao repórter a série histórica).
Informei ao repórter sobre o avanço na informatização de nossos serviços nos últimos anos. Ele insiste em desmerecer o que mencionei ao desqualificar o envio de cartas aos pacientes como forma de comunicação imprópria. Esse não é o único meio de comunicação com os usuários. Todas as nossas Unidades dispõe de telefone celular corporativo destinado a comunicações internas, entre as Unidades e as repartições da Secretaria, e externas, com o público usuário. Nosso portal internet é rico em informações ao público e regularmente atualizado. Investimos, neste momento, e informei o repórter, na adoção de dispositivo que permitirá ao usuário, a partir de seu celular, de seu computador ou tablet, ter acesso às informações pessoais existentes em nosso sistema (resultados de exames, consultas agendadas, procedimentos autorizados, medicamentos em uso, etc.). Estamos à disposição para mostrar o sistema para quem tenha interesse em conhecê-lo. Infelizmente, até agora não houve esse interesse, mas insiste-se em desqualificar um de nossos recursos de comunicação, as cartas, como se elas fossem inúteis ou representassem um retrocesso. Desde quando comunicação é retrocesso?
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A utilização de uma central de teleagendamento, sugerida pelo repórter e constante das propostas de governo de um dos candidatos ao cargo de Prefeito, esse sim é um investimento no atraso. Com os recursos de comunicação hoje oferecidos pela tecnologia de informação, imaginar que uma ferramenta que teve seu ápice de utilização há quinze, vinte anos, seja ainda válida e eficiente, é dar preocupante demonstração de pobre visão administrativa e de equívocos de gestão inevitáveis. É desperdício de recursos certo.

É falso afirmar que a cobertura de Atenção Básica regrediu porque o índice de 2014 foi 77,7% e o de 2015 foi de 77,3%. São proporções equivalentes, ainda mais se consideradas as dimensões e as complexidades demográficas e sócio-econômicas do município (consultem algum especialista, por favor). A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estima que 40% da população de Ribeirão Preto sejam usuários de planos de saúde suplementar, e 60% sejam exclusivamente SUS dependentes. Com base nesses dados, o Ministério da Saúde considera que nossa cobertura em Atenção Básica é maior que 100% (próxima de 78% da população residente, sendo o parâmetro o contigente SUS dependente, de 60%) e exclui nosso município do grupo prioritário para receber incentivos nesse campo. O fato (e o leitor merece o fato na sua integridade) é que a atual administração recebeu o município com 17 Equipes de Saúde da Família e nenhum Núcleo de Apoio à Saúde da Família, e o entregará com no mínimo 43 Equipes de Saúde da Família (até o final do ano talvez sejam mais), um NASF em funcionamento e outros dois em processo de habilitação. A principal dificuldade para evoluir de forma mais acelerada é a inexistência de profissionais (médicos, enfermeiras, técnicos) com formação apropriada para atuar na Atenção Básica e na Saúde da Família. De nada adianta um super especialista em neurologia, oncologia, dermatologia, etc na Unidade Básica. O município responde com mais de noventa por cento do custeio da Atenção Básica, cabendo ao governo federal cerca de dez por cento e ao estado menos de meio por cento.

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Mais uma vez, como em tantas outras, o repórter mistura números para passar conceito falso: ao dizer que a permanência média de um paciente na UPA é de cinco horas, induz a interpretação de que a espera por atendimento naquela Unidade é de cinco horas. As cinco horas mencionadas por Cristiano referem-se ao tempo médio em que o usuário passa pelas diversas etapas do atendimento. É o tempo necessário para que as pessoas recebam os cuidados compatíveis com suas condições clínicas. O tempo de espera em nosso sistema de Pronto Atendimento é nenhum, zero, para pessoas portadoras de condições de risco para sua integridade (emergências) e de 90 a120 minutos para adultos que sejam portadores de condições sem risco para a integridade física ou psíquica. Para crianças a espera média é de trinta minutos, havendo períodos do dia em que não há espera. Há enorme diferença entre tempo de espera pelo atendimento e tempo de permanência para receber o atendimento completo.

O especialista ouvido não leu a matéria, pois se o fizesse constataria que o que fizemos foi justamente reduzir dispêndios próprios, recompor nosso orçamento com busca de recursos em fontes federais e estaduais, e preservar serviços em quantidade e qualidade (ampliamos serviços e adotamos novos e atualizados formatos de organização e de processos de trabalho), mantendo ou melhorando os indicadores de saúde coletiva. Gastamos menos com melhores resultados. Há melhor definição que essa para gestão adequada?

Sugiro consulta ao ranking de eficiência dos municípios brasileiros, do jornal "Folha de São Paulo", em que Ribeirão Preto está entre os municípios considerados eficientes no uso dos recursos públicos, estando em segundo lugar entre os municípios com mais de quinhentos mil habitantes do estado de São Paulo e em sexto lugar no Brasil para a mesma categoria. Não é pouca coisa.

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USF Maria Casagrande comemorou Dia Mundial de Doação de Leite materno
 

A respeito do relatório da Comissão de Estudos da Câmara Municipal, embora tenha grande respeito por seus integrantes, permito-me discordar das conclusões, até porque elas não se justificaram em fatos ou dados, apenas em opiniões e em clichês.
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A Unidade de Saúde da Família, do bairro Eugênio Mendes Lopes

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Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF) Che Guevara,
O repórter engana-se também (talvez tenha ouvido fonte com intenções não reveladas; de qualquer forma não nos consultou para conhecer o outro lado) ao (des)informar o leitor a respeito de suposta ação civil pública sobre terceirização. O Ministério Público do Trabalho arquivou a "denúncia", por considera-la desprovida de lastro legal.

De resto devo dizer que tudo isso são teorias e opiniões de pouco valor diante do veredito inquestionável da população que usa nossos serviços: ela os reprova, como ficou evidente na pesquisa Ibope publicada pelo jornal. Apenas me cabe aceitar a percepção da população e pedir, sinceramente, desculpas por não ter atendido as dignas e justas expectativas da maioria.

Atenciosamente,

stenio

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Mutirão em parceria coma a AMAECO na confecção artesanal de Lixeiras Seletivas de Pneus velhos

Pneus velhos recolhidos no comercio local

Jatas de tintas doação de um vereador amigo do bairro.


     Matrizes confeccionadas  por uma voluntária.

 
E numa manhã de domingo DIA DOS PAIS, (14/08/2016) um grupo de  voluntários AMIGOS DO MEIO AMBIENTE -AMAECO, colocam mãos a obras; separam, combinam os pneus, pintam,

 
Firam e prendem parafusos/
 


  


 

Essa dupla maravilhosa
                                                                                    


E ficou assim!
Um conjunto fica na AMALBA e o segundo  CONJUNTO vai para a Casa das Mangueiras, onde a AMAECO tem parceria.

Jardim Procópio Ferraz, ganha Containeres para Coleta Seletiva de Descartes Recicláveis.


Finalmente após  mais de  duas décadas os moradores do Jardim Procópio Ferraz, passa a contar com a presença de Containeres para Coleta Seletiva de Descartes Recicláveis. Nas cores Padrões Verde, Amarelo e Vermelho, foram colocados naquela área que a anos  foi escolhida pelos moradores, para se livrarem dos entulhos de reformas e móveis velhos.  








Finalmente após  mais de  duas décadas os moradores do Jardim Procópio Ferraz, passa a contar com a presença de Containeres para Coleta Seletiva de Descartes Recicláveis. 




Nas cores Padrões Branco, Verde e Vermelho, foram colocados naquela área que há anos  foi escolhida pelos moradores, para se livrarem dos entulhos de reformas e móveis velhos.  


Se bem que pelas fotos faltou o Amarelo, o Azul.

Agora resta aos moradores, darem a cada um o uso correto, descrito nas laterais, e a administração, proceder a coletar regular, para não perder o objetivo!

´ O pesar  se deve ao fato de ter sido disponibilizado somente agora em uma época de campanhas eleitorais. O que nos leva a refletir quanto as intenções que mobilizou o autor. 
Compreendemos que esse tipo de ação deveria ser prioridades naturais da edilidade, visto que o lixo é de longe um dos maiores problemas de todas as comunidades. 
Mas sabemos  que eles não são resolvidos, não lhe é dado uma atenção de acordo com a gravidade latente. 

Se não cuidarmo do lixo que produzimos diariamente, corremos o sério risco de sermos sufocados por ele.

Com tudo, devo parabenizar a comunidade dos moradores do Jardim Procópio, pela a importante aquisição, e torcer para que a valorize  de fato, e que aquela bela área receba a atenção que merece!

Sempre que passo por ali, fico tentada a imaginá-la com um play Ground com  crianças  brincando e sorrindo por ali.



Contribuição do sr. Marcos  Tinoco  Idealizador e Administrador
da AMAECO Amigos do Meio Ambiente e Ecologia

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Você conhece este fruto? Cará Moela



                          

Bom dia querida (o) leitor!

Você conhece este fruto? 
Em minha casa da infância, esteve  sempre presente no quintal e na nossa mesa, compondo as deliciosas receitas de mamãe.
Uma amiga me presenteou com um fruto que logo plantei em meu quintal, e isso tem mais de uma década. Hoje fiz esta colheita, que na verdade foi provocada pela forte chuva que derrubou aqueles que estavam maduros. Como cresceu sobre o pé de acerola, fica difícil apanhar, assim deixo que caiam e então os recolho no ponto para o consumo. 



Conhecido como: Cará de Corda , Cará do Ar, Cará de Sapateiro, Cará Borboleta, Cará Moela, ou ainda como Inhame do Ar ,-sendo que esta classificação como inhame é discutível; mas isso nem importa tanto quando se tem esta maravilha ao alcance das mãos.

Pode ser cultivado como ornamenta                                  
Inhame e cara possuem propriedades terapêuticas que fazem parte da farmacopeias chinesa e ayurvedica. No Brasil temos registro de prescrições por médicos naturopatas e uso medicinal em comunidades de descendentes africanos.
O  uso culinário é diversificado, dependendo do tipo, podem ser usado em sopas, refogados, sucos, pures e até sobremesas.
Tradicionalmente fazem parte da alimentação das regiões norte e nordeste do Brasil, e nas últimas décadas passaram a ser cultivado também em outras  região e  hoje são encontrados em feiras e supermercados do Rio Grande do Sul sendo. Inhame e cará são uma alternativa para a substituição da batata inglesa na alimentação..  
 Além da semelhança entre as espécies mais comuns destas duas raízes, para aumentar a confusão,  no Brasil tem denominações diferentes e até contrárias dependo da região.
Estas plantas são do mesmo gêneros Alocasia e de famílias diferentes, tem as Colocasia (família Araceae) e Dioscorea( família Dioscoreaceae) e aos suas respectivos espécies. As colocasias e dioscoreas possuem formato de  folhas bem diferentes. ..

Com o formato que lembra moela de ave, pode ser consumido cozido, assado, frito, em diversos tipos de pratos.

 Seu nome científico Dioscorea bulbifera Linn. 
           Pode ser cultivada também como uma exótica planta ornamental.          No Brasil adaptou-se facilmente, desenvolve-se bem em todo tipo de solo, para desenvolvimento de frutos grandes notei que é preciso de plantar em terra devidamente adubada, caso contrario o fruto será pequeno e em pouca quantidade além das folhas ficarem feias. Então se deseja folhas robustas com frutos grandes e deliciosos, adube bem o local do plantio.


Veja o que disse Neide Rigo em 13 de setembro de 2012, sobre esse nosso amiguinho da Natureza:

_"Quem nota que um ser assim é de comer? Cor de terra, disfarçado de pedra, ele passa batido. Aquele cará da feira você conhece – o que tem polpa branca visguenta, que também pode ser roxa, e que dá debaixo da terra. Pois este aí é do ar, Dioscorea bulbifera, do mesmo gênero, só que a parte comestível é outra: são os tubérculos aéreos. Quem gosta, planta e come do seu. Quem não tem, comesse, porque não é fácil encontrá-lo nas feiras ou supermercados. Quase ninguém mais produz: não há mercado para ele, dizem.
Foi pelo estilo rústico, produtivo e também pelo contorno incomum, pelo sabor e textura, que, desde os primeiros encontros anos atrás, numa aula de cozinha caipira, fiquei tão obcecada em ter o cará moela no meu quintal que passei a persegui-lo por todos os ambientes rurais por onde passava.
Encontrei-o no Amazonas, em Santa Catarina, Curitiba, Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro e em várias cidades de São Paulo, especialmente as do Vale do Paraíba e do Ribeira. Sempre como uma cultura negligenciada de subsistência ou de pequena escala, nunca um cultivo comercial.
Em certo ponto, a falta de atenção favoreceu a espécie, que conserva uma diversidade genética incrível. Devo ter uns quatro ou cinco tipos, mas há muitos mais, que podem variar na cor da polpa – bege, esverdeada, roxa maciça ou rajada – e no formato – mais ou menos quinado, quinas lisas ou onduladas, com jeito de fígado de galinha, moela, pedra bruta, seixo rolado, disco voador. Ou lembrar frutos esdrúxulos que sua aparência nos induz a fantasiar.
Se há gente que se incomoda com o leve amargor, eu o acho essencial para a tipicidade do sabor desse cará. Há variedades arroxeadas que trazem certa doçura, mas nos pratos gosto de misturar todos os tipos, comer variedades diferentes. De combinar roxo e branco, com galinha e carne de porco, e adoro cozinhá-lo inteiro para depois tirar a pele, que se solta facilmente quando eles ainda estão quentes.
Mesmo cozido e macio, mantém sempre a boa forma, e isso é fascinante. Poucos ingredientes se conservam imutáveis depois de cozidos e o cará-moela (ou cará-do-ar) é um deles. É incrível como ele não perde a pose nunca. Mesmo cozido, mesmo descascado.
No Vale do Paraíba, o cará-moela entra nos pratos de galinha ensopada ou de carne de porco. São pratos clássicos em que é usado como batata. Aliás, é o contrário, já que as variedades comerciais de batata, difíceis de serem cultivadas em pequenas hortas, é que dominaram tudo e relegaram a segundo plano tantos outros tubérculos, rizomas, raízes e bulbilhos tradicionais, fontes baratas e fartas de energia.
Como as batatas, o cará-moela fica macio quando cozido e dá um purê bem liso. Isso leva a possibilidades culinárias sem fim: bolos, sopas, cremes, assados, pães…
‘Batata do ar’ está sempre por perto
A espécie Dioscorea bulbifera, conhecida como cará-do-ar, cará-moela, cará-voador, cará-de-árvore, cará-taramela, cará-de-rama, cará-aéreo, etc., tem origem afro-asiática, sendo os africanos silvestres mais amargos. O nosso, cultivado, tem origem asiática, é mais manso, agradável e gostoso. Atualmente está espalhado em todas as regiões tropicais, embora nem sempre seja benquisto – em alguns lugares, é considerado planta invasiva. Na Flórida, por exemplo, onde foi introduzido no começo do século 20 e é chamado de air potato (batata do ar), não querem nem ouvir falar dele. Em 40 dias, ele já têm tamanho suficiente para encher a palma da mão.
É um eterno nasce, perece e renasce. Os galhos esguios e ágeis sobem rentes a muros velhos, caminham junto a arames farpados, escalam retalhos de cerca e chegam tão alto quanto permite o tutor circunstancial – um poste, uma árvore, um tronco morto, um coqueiro vivo. Por isso, ninguém se preocupa muito em plantá-lo – está sempre à toa, por perto de quem o conhece e aprecia. Mas totalmente fora de moda.
Não coma cru. Mesmo variedades domesticadas podem ter um princípio tóxico, responsável pelo sabor amargo. Então nada de fazer sucos verdes ou comidas cruas com este cará.
Picado e sem pele. Vai bem no refogado de frango ou de suã. Descasque-o, corte em pedaços e cozinhe com o molho até ficar macio (20 minutos).
Inteiro e com pele. Para fazer um purê, cubra com água, junte um pouco de sal e cozinhe por cerca de 30 minutos ou até que o sinta macio ao espetá-lo com um garfo. Descasque, puxando a pele fina com uma pequena faca enquanto ainda está quente. Esprema enquanto está quente e continue a receita depois de frio."


QUEM SABE VOCÊ ENCONTRE AQUI

Revelando São Paulo 2012. De 14 a 23 de setembro, no Parque do Trote, Vila Guilherme. Informações: 2905-0165
Sacolão Imigrantes. Av. Professor Abraão de Morais, 1.500, Saúde. Costuma chegar na segunda-feira, direto de produtores. Informações: 5583-2729
DICAS DA NEIDE: Para ver mais sobre o cará-moela
Air Potato: Vídeo da Universidade da Flórida, que chega a ser divertido não fosse trágico.

Fotos: Gosto tanto de fotografá-lo, que criei um álbum com cará-do-ar de todo jeito e roupagem, na terra, na cesta, cru, cozido, brotando ou na panela: Está aqui Este Agui


terça-feira, 17 de novembro de 2015

Oração pela Paz Mundial!

   


Senhor! Sabemos da nossa impotência diante do ódio e da vingança que armam bombas e mãos criminosas.
 Mas nós cremos na Vossa justiça soberana que impera em todo o universo, mantendo o direito e a dignidade de viver a todos os Vossos filhos, e a todos os seres da criação.
 Senhor! Compreendemos a nossa fragilidade diante de tanta violência, que faz derramar o sangue de crianças e mulheres indefesas, espalhando a morte e o terror.
 Mas nós cremos na extensão de Vossa infinita misericórdia, ao determinar que a vida continue fecundando úteros, povoando a Terra com o sorriso inocente  das crianças.
 Senhor! Assistimos, estarrecidos, à total negação da mensagem de amor vivida pelo Meigo Rabi da Galiléia, vendo a crueldade afiando baionetas assassinas, bombas arrasando os campos floridos e   calando as aves dos céus.
 Mas nós cremos na Vossa eterna bondade, que ordena ao sol e à chuva fertilizarem o solo arrasado e destruído; ao verde colorir os campos abençoados; às flores enfeitarem os jardins; e aos pássaros de novo cantarem pelo infinito dos céus.
Esta oração é o grito de nossa alma, na certeza de que nos ouvis neste momento, porque sabemos que criastes o homem para ser feliz, para amar, para abraçar seus irmãos, para viver em paz!
 Porque cremos, Senhor, que é Vossa a determinação de a paz reinar soberana um dia neste mundo, queiram os homens ou não, e porque cremos que é da Vossa vontade os canhões se calarem para sempre, é que rogamos à Vossa generosidade que inspire os homens a serem verdadeiros irmãos sob o estandarte do perdão e da legítima fraternidade!
 Assim seja, porque a Vós pertencem a vida e o poder para sempre!

  (Prece recebida por Gerson Simões Monteiro pela inspiração no dia 11/09/2001, diante da destruição das Torres Gêmeas nos EUA, publicada no jornal EXTRA do dia 16/09//2001 )

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Manifesto de São Carlos





UMA CONTRIBUIÇÃO DO 14o CONGRESSO PAULISTA DE SAÚDE PÚBLICA PARA A 15a CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE

Com mentes abertas e corações generosos para escutar, refletir, discordar, afirmar, enfim, para intercambiar ideias e buscar caminhos para a produção do comum, mais de 700 pessoas se reuniram em São Carlos, na UFSCAR, no estado de São Paulo, entre os dias 26 e 30 de setembro de 2015, para o 14o Congresso Paulista de Saúde Pública, com o lema “SAÚDE E PODER: RECONECTANDO

CIDADÃOS E TRABALHADORES AO SUS” com três eixos de debate: (1) Desmercantilizar o SUS; (2)

Produzir Coletivos e Cogestão; (3) Reinventar o Trabalho em Saúde.
Interagimos uns com os outros, falamos de poder e da falta de poder que impacta na produção social da saúde e nos obstáculos que impedem cidadãos e trabalhadores se sentirem parte integrante do SUS. Escutamos os ruídos e os sinais que vêm da rua!
Urge desmercantilizar o SUS. E apesar da crise do capital e do SUS acreditamos que lutas precisam ser intensificadas para que possa haver luz no fim do túnel!
Reafirmamos de maneira unânime que é na busca da ação coletiva, democrática e solidária que encontraremos saídas. Por isso, produzir coletivos e cogestão permeou o debate de como tod@s podem contribuir para a radicalização da democracia no Brasil e no mundo.
E se não reinventarmos o trabalho, na saúde e em todas as suas formas, precarizaremos a vida, pois trabalho sem criatividade e autonomia, e voltado só para o lucro e o consumo, nos fará escravos

subservientes da perversa lógica do capital. Reinventar o modo e os objetivos para o trabalho poderia nos propiciar outras perspectivas que sejam mais emancipatórias.
E com estes temas organizamos CONFERÊNCIAS LIVRES que produziram o seguinte MANIFESTO: Os congressistas do 14o Congresso Paulista de Saúde Pública apelam a si mesmos e à sociedade brasileira na busca de uma pauta comum e pontes de solidariedade que unifiquem forças que defendam a priorização da democracia radical e dos direitos sociais na atualidade e para sempre, e não o mercado ávido por lucros e desinteressado na vida como valor ético político primeiro.
Neste sentido:
1. Nunca cessem sua indignação quando a democracia e os direitos sociais garantidos pela constituição de 1988 estiverem sendo ameaçados.
2. Somente a indignação não é suficiente para resistirmos aos ataques que sofrem a democracia e os direitos sociais no Brasil. Formas explícitas de resistência precisam estar associadas à produção

de novas gramáticas e narrativas que ativem uma concertação social majoritária convicta da necessidade de uma democracia radical sustentada por direitos sociais que propiciem justiça social e condições de vida dignas.
3. A construção de outras gramáticas e narrativas passa pela democratização profunda das mídias no Brasil, não no seu foco de conteúdo, mas na sua cartelização e monopolização dos meios por poucas famílias.
4. Resistir e construir formas de luta para demonstrar que a dívida pública brasileira não é intocável, e que sua desconstrução e auditoria estariam na raiz de um ajuste fiscal mais justo, bem como uma reforma tributária que realmente progressiva, faça com que aqueles que ganhem mais paguem mais, com foco principal no lucro das empresas.
5. Explicitarmos e desocultarmos todas as formas injustas de desigualdades sociais e econômicas na sociedade brasileira do século XXI, demonstrando os danos para a vida dos brasileiros, impedindo a naturalização crescente destas desigualdades.
6. Há um acirramento da luta de classes no Brasil do século XXI e a luta pela desmercantilização do SUS e da sociedade não passa apenas por soluções setoriais.

7. O SUS é uma conquista civilizatória do povo brasileiro, mas que clama por uma crítica radical em não prover, muitas vezes, a adequada experiência material concreta para atender a muitas necessidades vitais prementes.
8. Os Conselhos de Saúde no âmbito do SUS precisam ser reconhecidos como ativos muito importantes, mas carecem de re-significação no diálogo mais potente com coletivos e movimentos  
9. Retomarmos ação estratégica no trabalho de base para construção de pautas singulares e pontes de solidariedade com as necessidades cotidianas vitais das populações periféricas e excluídas.
10. Concatenarmos ação política firme e concentrada baseada em fatos sólidos para mostrar a ilusão, ao longo da vida, de possuir planos privados de saúde.
11. Desenvolvermos formação e capacitação para o tensionamento político da ideologia das patentes e da propriedade intelectual principalmente dos fármacos e da nossa fitoterapia.
12. Intensificar a pesquisa e a luta política na busca de evidências para desocultar e visibilizar nexos causais entre processos de trabalho e doença, sofrimento e morte, fortalecendo e sensibilizando os trabalhadores do SUS para a importância de notificar adoecimento, sofrimento e
morte relacionados ao trabalho.

13. Terceirizar é precarizar o trabalho, pois o implícito é aumentar a lucratividade das empresas, criando mais adoecimento, sofrimento e morte em detrimento de processos de trabalho mais criativos e menos alienados.

14. Convocarmos a todos os trabalhadores e usuários para ocupar o cotidiano do trabalho em saúde como sujeitos políticos, comprometidos com a transformação em ação radical das narrativas imobilizadoras e ideológicas que aspiram construir um imaginário de impossibilidade da eficácia social do público na saúde.